Histórico

 
O Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Arquitetura da UFBA (PPG-AU/UFBA) é um dos mais antigos do Brasil e pioneiro no Nordeste em sua área. O antigo Mestrado em Arquitetura e Urbanismo (MAU), criado em 1983, é o ponto inicial dessa trajetória de 35 anos, que tem ainda como antecedentes o Curso de Especialização em Planejamento Urbano (CEPUR), realizado entre 1973 e 1979, e o Curso de Especialização em Conservação e Restauração de Monumentos e Conjuntos Históricos (CECRE), que passou a ser oferecido regularmente pela UFBA a partir de 1981 – curso foi aprovado pela CAPES como Mestrado Profissional em 2009.O PPG-AU/UFBA é composto, atualmente, pelos cursos de Doutorado, implantado em 1999, Mestrado Acadêmico, o já referido Mestrado Profissional em Conservação e Restauração de Monumentos e Núcleos Históricos (MP-CECRE) e a Residência Profissional em Arquitetura, Urbanismo e Engenharia (Residência AU+E) – primeira experiência brasileira em residência profissional nas áreas mencionadas, aprovada em 2011, cuja primeira turma foi implantada em 2013. Além desses cursos regulares, o programa abriga cursos de especialização que são oferecidos a partir de demandas oriundas de sua área de atuação, como o Curso de Especialização em Arquitetura de Sistemas de Saúde.
 
Desde o início, o programa se estruturou com duas Áreas de Concentração – “Conservação e Restauro” e “Urbanismo” – espelhando as suas duas vocações históricas voltadas, respectivamente, para os:
  • estudos e pesquisas de natureza teórica, crítica, científica e tecnológica sobre temas relacionados aos processos de patrimonialização, restauração, conservação, utilização, gestão e promoção do patrimônio arquitetônico, urbano e paisagístico, em suas dimensões histórica, política, normativa, técnica, material e imaterial, e em sua relação com processos de apropriação e produção do espaço urbano; 
  • estudos e pesquisas de natureza teórica, crítica, histórica e empírica sobre o urbanismo enquanto campo de conhecimento, problematizando sua especificidade e interfaces com a arquitetura, políticas públicas, programas, planos, projetos e práticas sobre a cidade, em suas dimensões plurais e conflitivas de produção, regulação, percepção, apreensão e de apropriação do espaço urbanístico nas suas várias escalas e níveis de abordagem.
Em 2016, contudo, diante de uma crescente demanda de espaço para estudos vinculados à arquitetura e à prática projetual foram iniciadas, no âmbito do Colegiado do programa, discussões sobre a possibilidade de criação de uma nova Área de Concentração envolvendo este campo específico de conhecimento. Propõe-se que a nova área contemple estudos e pesquisas de natureza conceitual, crítica, histórica, estética, científica, tecnológica e metodológica que problematizem a especificidade e as interfaces da arquitetura com o urbanismo, a preservação do patrimônio cultural, as políticas públicas, programas, planos, projetos e práticas sociais sobre o espaço construído, em suas várias escalas e níveis de abordagem e em suas dimensões artístico-estéticas, ético-políticas, sociais, funcionais, técnico-construtivas e simbólicas.
 
A criação desta nova Área de Concentração implicará a revisão e redistribuição das Linhas de Pesquisa do programa, processo que também foi iniciado em 2016. Uma vez que, ao longo de 2017, este processo de discussão ainda não foi concluído, o PPG-AU/UFBA permaneceu estruturado segundo suas duas Áreas de Concentração originais e as seguintes Linhas de Pesquisa: “Restauração, Conservação e Gestão de Bens Patrimoniais”, “Ciência e Tecnologia da Conservação e do Restauro” e “Linguagem, Informação e Representação do Espaço” – vinculadas às Área de Concentração “Conservação e Restauro”; “Teoria e Crítica da Arquitetura e do Urbanismo”, “História da Cidade e do Urbanismo”, “Processos Urbanos Contemporâneos” e “Linguagem, Informação e Representação” (Linha de Pesquisa que atua, portanto, nas duas Áreas) – vinculadas à Área de Concentração “Urbanismo”. A pesquisa estrutura e determina as atividades acadêmicas do programa por meio dessas Linhas, de Grupos de Pesquisa, Núcleos e Laboratórios, cujas atividades envolvem docentes e discentes de pós-graduação e de graduação, além de instituições parceiras nacionais e internacionais.
 
O PPG-AU/UFBA se notabilizou historicamente por uma produção bibliográfica, docente e discente de grande expressão, com diversas obras premiadas ao longo de sua história, entre livros, dissertações e teses. Dentre a produção premiada associada a docentes do programa, cabe destacar: o 1° lugar no Prêmio da Associação Nacional de Pesquisa e pós-Graduação em Palnejamento Urbano e Reigonal - ANPUR, edição 2001, na Categoria Livro Individual, conferido à obra Formas Urbanas: Cidade-Real & Cidade-Ideal, de autoria do Prof. Antônio Heliodório Sampaio; o Prêmio da Bienal Panamericana de Quito, conferido, em 2010, ao livro As Fortificações Portuguesas de Salvador quando cabeça do Brasil, de autoria do Prof. Mário Mendonça de Oliveira; e o Prêmio da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo – ANPARQ, edição 2012, conferido ao livro O Barroco, a arquitetura e a cidade nos séculos XVII e XVIII, de autoria do Prof. Rodrigo Espinha Baeta.
 
A qualidade da produção dos docentes do PPG-AU/UFBA está expressa em vários indicadores, cabendo, particularmente, citar um dos mais importantes. No último quadriênio (2013-2016), 11 (onze) professores permanentes do programa foram listados como bolsistas de produtividade em pesquisa do CNPq. Ainda com relação a este indicador, registra-se que um dos dois únicos bolsistas PQ sêniores do Brasil pertence ao quadro de docentes do programa, o Prof. Mário Mendonça de Oliveira, bem como três dos oito bolsistas 1A existentes no país: os professores Ana Fernandes, Paola Berenstein Jacques e Pasqualino Romano Magnavita.
 
Dentre a produção de trabalhos finais do corpo discente, os prêmios são também abundantes ao longo da trajetória do PPG-AU/UFBA. O VI Prêmio Brasileiro Política e Planejamento Urbano e Regional da ANPUR, de 2009, foi conferido à tese RE-descobriram o Ceará? Representações dos sítios históricos de Icó e Sobral: entre areal e patrimônio nacional, de José Clewton do Nascimento, orientada pela Profa. Ana Fernandes. Na categoria dissertação de mestrado, neste mesmo ano a ANPUR agraciou a dissertação Quando o cinema vira urbanismo, de Silvana Olivieri, orientada pela Profa. Paola Berenstein Jacques. Desde quando foi criado em 2006, o Prêmio Capes de Teses foi uma honraria outorgada duas vezes a discentes do PPG-AU/UFBA, em 2009 e em 2017, respectivmente às teses de Adriana Mattos de Caúla e Silva, “Trilogia das Utopias Urbanas: urbanismo, Hq’S e Cinema” (orientadora Paola Berenstein Jacques) e de Adriana Nogueira Vieira Lima, “Do direito autoconstruído ao direito à cidade: Porosidades, conflitos e insurgências em Saramandaia” (orientadora Ana Fernandes). Além desses prêmios máximos, a CAPES conferiu ainda menções honrosas a teses elaboradas no programa em 2008, 2011, 2012 e 2013.
 
Em 2008, a Menção Honrosa foi conferida a Clovis Ramiro Jucá Neto pela tese A Urbanização do Ceará Setecentista – As Vilas de Nossa Senhora da Expectação do Icó e de Santa Cruz do Aracati (orientador Pedro de Almeida Vasconcelos). Em 2011, Menção Honrosa conferida a Artur José Pires Veiga pela tese Sustentabilidade urbana, avaliação e indicadores: um estudo de caso sobre Vitória da Conquista - BA (orientador Gilberto Corso Pereira). Em 2012, a mesma honraria foi conferida a Rodrigo Espinha Baeta, pela tese Teatro em Grande Escala: a cidade barroca e sua expressão na América Hispânica (orientadora Eloisa Petti Pinheiro). Em 2013, a Menção Honrosa foi conferida a Nivaldo Vieira Andrade Junior, pela tese Arquitetura Moderna na Bahia 1947-1951: uma história a contrapelo (orientadora Esterzilda Berenstein Azevedo.
 
A atuação profissional e técnica de vários membros do corpo docente do programa tem sido, da mesma forma, historicamente reconhecida por meio de importantes prêmios conferidos por instituições nacionais e estrangeiras. Recentemente, cabe registrar, em 2016, o Prêmio Arquiteto Diógenes Rebouças, do Instituto dos Arquitetos do Brasil, seção Bahia, IAB-BA, conferido ao Prof. Mário Mendonça de Oliveira pela sua trajetória profissional e contribuição significativa para o campo da arquitetura e do urbanismo. A participação de professores do PPG-AU/UFBA em cargos públicos de direção e gestão, em associações científicas, profissionais e em conselhos de importantes instituições também tem sido uma constante. Nos últimos 30 anos, o programa construiu, ainda, importantes canais de difusão do conhecimento, destacando-se a Revista de Urbanismo e Arquitetura - RUA; os Cadernos do PPG-AU e a Coleção PPG-AU Livros. O site do programa difunde ainda a produção de teses e dissertações defendidas, dando também acesso on line à produção intelectual e técnica do corpo docente.
 
A inserção internacional do PPG-AU/UFBA tem se mantido muito significativa ao longo desses 35 anos de existência. No último quadriênio (2013-2016), 81 produções bibliográficas de docentes permanentes e 25 de discentes do programa foram publicadas em diversos veículos de difusão de âmbito internacional, totalizando 106 produções; 86,5% dos docentes permanentes do programa participaram de 107 eventos de natureza internacional, nos quais proferiram palestras e/ou conferências, dentre os quais, 13 contaram com a presença de docentes do programa em comissões organizadoras e/ou científicas; 06 docentes permanentes atuaram como professores visitantes, palestrantes ou pesquisadores convidados em universidades estrangeiras e 11 realizaram estágios pós-doutorais em instituições dessa natureza; 16 professores estrangeiros, a maioria provenientes de universidades europeias, atuaram como professores visitantes no programa; 24 bolsas de doutorado-sanduíche foram implantadas com o apoio de agências de fomento nacionais, incrementando o intercâmbio de discentes com IES estrangeiras; 10 estudantes de origem estrangeira tornaram-se discentes do programa; 16 projetos, envolvendo pesquisa e intercâmbio informações, docentes e discentes, foram desenvolvidos por meio de acordos de cooperação, redes de pesquisa e projetos de cooperação de âmbito internacional.
 
Ainda no que toca aos indicadores de internacionalização, 08 docentes do programa participaram de comitês editoriais de 10 periódicos de circulação internacional e de uma coleção de livros internacional publicada regularmente. Além disso, três projetos de pesquisa, duas participações de discentes e docentes em eventos internacionais, duas bolsas de estudo para docente em pós-doutorado, uma estadia de docentes estrangeiros no programa, uma participação de docente em comitê internacional e o custeio de um curso vinculado ao programa que foram viabilizados com o aporte de recursos financeiros de agências internacionais.
 
O PPG-AU/UFBA exibe também, em sua história recente, uma atuação importante em termos de apoio à implantação de programas de pós-gradução em outras universidades brasileiras, a exemplo do Mestrado em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Pelotas, Rio Grande do Sul, implantado entre 1999-2006 com apoio do PQI/Capes; e do Doutorado em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Paraíba, implantado entre 2008-2013, por meio do DINTER/CAPES n° 2470/2008.
 
O binômio qualificação profissional e formação acadêmica, em vínculo estreito com demandas sociais e institucionais, tem sido, de fato, um predicado histórico e um objetivo central do PPG-AU/UFBA. A constante busca por inovação é também outro predicado do programa que, além de ter sido o primeiro do Brasil voltado para o tema da preservação do patrimônio cultural, implantou, como já mencionado, a primeira experiência de Residência Profissional em Arquitetura, Urbanismo e Engenharia, que, ademais, envolve a realização de trabalhos de campo, oficinas e outras atividades voltadas para a assistência técnica e elaboração de projetos destinados à promoção da qualidade da moradia popular e do fortalecimento da cidadania.

Contextualização

A despeito dessa história e do excelente desempenho do PPG-AU/UFBA ao longo do quadriênio 2013-2016, bem como dos impactos positivos em âmbito regional e nacional que propiciou no contexto da pós-graduação da Área e de relevantes ações de solidariedade realizadas, na última Avaliação Quadrienal, a Comissão de Área avaliou negativamente e, a nosso ver, de modo falho, o quesito relativo ao Corpo Discente do programa, no que toca aos itens relativos à qualidade de teses e dissertações, à distribuição de orientandos por docentes e ao número baixo de publicações, atribuindo ao programa a nota 4. Esta nota, contudo, não foi confirmada pelo Conselho Técnico Científico da Educação Superior (CTC-ES), na 172ª reunião, quando, ao analisar os programas avaliados durante a Quadrienal 2017, atribuiu ao PPG-AU a nota 5, mantendo, assim, a nota da última Trienal (2013).
 
Fundamentados no desempenho de excelência do programa ao longo do quadriênio 2013-2016 e tendo em vista esta avaliação do CTC-ES, que rejeitou a avaliação inicial da Comissão da Área, o programa qualificou-se para pleitear a nota 6. Por decisão unânime do seu Colegiado, foi então encaminhado recurso nesse sentido ao CTC-ES, seguindo-se, rigorosamente, os critérios e indicadores estabelecidos no Documento da Área de Arquitetura, Urbanismo e Design de 2016 e demonstrando-se cabalmente a pertinência deste pleito.
 
Este pedido de revisão da nota 5 para nota 6, no entanto, para enorme surpresa de todos os participantes do programa, não foi analisado pela Comissão de Reconsideração no que diz respeito à avaliação dos quesitos de excelência, conforme o programa havia solicitado. Estranhamente, esta comissão decidiu, de forma extemporânea, proceder a uma nova verificação dos indicadores relativos a quesitos já analisados na primeira fase da avaliação, contrariando, assim, o item 4 da Portaria nº 59, de 21 de março de 2017, que dispõe sobre o regulamento da Avaliação Quadrienal, em particular onde se determina que a análise dos pedidos de reconsideração deve ser feita “à luz dos pareceres indicados nas fichas de avaliação e argumentos/justificativas que instruíram os respectivos pedidos de reconsideração.” Além de contrariar este regulamento, a Comissão de Reconsideração contrariou também a decisão anterior da Comissão de Avaliação, ratificada pelo CTC-ES (172ª reunião), ao rebaixar o conceito Muito Bom atribuído ao programa no quesito 4 (Produção Intelectual) para Bom, sendo que todos os itens de avaliação permaneceram inalterados e somente o conceito final foi alterado. Vale lembrar que este quesito não era objeto do pedido de reconsideração encaminhado. Com isso, a nota 5, atribuída ao programa pelo CTC-ES (na 172ª. reunião), foi rebaixada pela Comissão de Reconsideração para a nota 4, o que foi mantido pelo CTS-ES em sua 175ª reunião. Diante desses fatos, o PPG-AU/UFBA encaminhou outro recurso à presidência da CAPES, o qual ainda se encontra em análise.
 
No primeiro recurso encaminhado, além da apresentação dos indicadores da excelência do programa em termos de internacionalização, nucleação e solidariedade, demonstrou-se a qualidade da produção discente no quadriênio, ressaltando-se, inclusive os prêmios conferidos a teses produzidas no programa em 2013 e em 2017, neste último caso, prêmio outorgado a tese defendida em 2016. Mostrou-se também que, num horizonte mais amplo, como já assinalado anteriormente, desde a implantação do prêmio CAPES de teses – um inequívoco indicador de qualidade da produção discente –, em 11 anos (2006-2017), o PPG-AU/UFBA recebeu 5 prêmios, sendo um dos dois programas com maior número de premiações do Brasil. Esse dado revela, claramente, que a trajetória do PPG-AU/UFBA é consistente no que diz respeito a este indicador e não se iniciou apenas na última quadrienal.
 
No que diz respeito à distribuição de orientandos por docentes, outro item considerado falho pela comissão de avaliação, cabe observar que no quadriênio 2013-2016 o programa passou por dois processos de credenciamento/recredenciamento (em 2014 e 2016), o que possibilitou renovar o quadro docente em cerca de 48%. Com isso, a concentração de orientandos verificada em torno de alguns docentes deveu-se a esse ajuste e, naturalmente, ao fato de que os professores recém ingressos estão ainda começando a realizar trabalhos de orientação. Por fim, quanto ao alegado baixo número de publicações por parte dos discentes, demonstrou-se que, entre mestrado acadêmico e doutorado foi contabilizado um número expressivo de produções, cujos temas mantêm coerência com aqueles preponderantes na produção geral associada ao PPG-AU/UFBA, ou seja, à suas linhas, grupos e projetos de pesquisa. Por fim, os indicadores de internacionalização, nucleação e solidariedade ao longo do quadriênio 2013-2016 mantiveram-se nos níveis de excelência requeridos aos programas agraciados com notas 6.
 
Como resultado dos processos de credenciamento/recredenciamento realizados em 2014 e 2016, foi mantido, em 2017, um quadro docente de 22 professores permanentes e 09 professores colaboradores, o que corresponde a uma proporção de 29% de docentes colaboradores com relação ao quadro total. Todos os professores permanentes e colaboradores do PPG-AU/UFBA são doutores, de proveniência variada e sólida formação. O número de docentes permanentes contemplados com bolsas de Produtividade em Pesquisa do CNPq – oito (08) professores – permaneceu expressivo em 2017, conforme a seguinte distribuição:
  • Bolsista PQ CNPq – Nível SR: Mário Mendonça de Oliveira
  • Bolsista PQ CNPq – Nível 1A: Ana Maria Fernandes
  • Bolsista PQ CNPq – Nível 1A: Paola Berenstein Jacques
  • Bolsista PQ CNPq – Nível 1A: Pasqualino Romano Magnavita
  • Bolsista PQ CNPq – Nível 1B: Ângelo Szaniecki Perret Serpa
  • Bolsista PQ CNPq – Nível 1C: Ângela Maria Gordilho Souza, 
  • Bolsista PQ CNPq – Nível 2: Antônio Pedro Alves de Carvalho
  • Bolsista PQ CNPq – Nível 2: Arivaldo Leão de Amorim.
  • Bolsista PQ CNPq – Nível 2: Gilberto Corso Pereira
A presença de docentes em Corpos Editoriais de periódicos internacionais e nacionais e em Comitês de Assessoramento de agências de fomento, manteve-se igualmente significativa em 2017. Excetuando-se os veículos ligados diretamente ao programa, dez (10) docentes fizeram parte de Corpos Editoriais de periódicos nacionais e internacionais, cabendo destacar entre esses últimos: Géographie et Cultures, Brésil(s), Confins (Prof. Dr Ângelo Serpa); Arquisur Revista (Profs. Luiz Antônio cardoso, Naia Alban Suarez, Rodrigo Baeta e Paola Berenstein Jacques); International Journal of Architectural Heritage e Conservar Património (Prof. Mário Mendonça de Oliveira); America Patrimonio (Prof. Nivaldo Andrade Júnior); Tracce Urbane/Urban Traces, Ambiances - International Journal of sensory environment, architecture and urban space (Prof. Paola Berenstein Jacques); EURE (Prof. Rodrigo Espinha Baeta).
 
O corpo docente e discente do PPG-AU/UFBA, bem como os seus pesquisadores associados, participantes externos e discentes da graduação, participaram, em 2017, de 76 projetos de pesquisa, de extensão ou de âmbito intersinstituiconal. Dentre esses projetos, 11 foram concluídos e 65 foram iniciados ou tiveram continuidade em 2017. Dentre os que tiveram seguimento, 54 projetos são definidos como de pesquisa, 11 de extensão e 01 de natureza interinstitucional. Atuaram como coordenadores desses projetos 20 professores vinculados ao programa, numa média de 64,5% com relação ao quadro docente total (professores permanentes e colaboradores). Se verificamos esse indicador com relação apenas aos docentes permanentes, tem-se que 19 atuaram como coordenadores de projetos de pesquisa e/ou extensão, o que resulta num percentual de 86,4% com relação ao total de professores registrados nesta categoria. Os demais docentes do programa atuaram como integrantes desses projetos. Um número significativo de estudantes de graduação, 54, participaram desses projetos, o que demonstra que também têm sido uma importante via de integração do programa com o curso de graduação. Os temas dessas pesquisas guardam estreita relação com os da produção bibliográfica, que é, em grande parte, decorrente deles.
 
A produção intelectual vinculada ao programa (docentes e discentes) foi abundante em 2017, ultrapassando, em muito, os números históricos. Registrou-se um total de 592 produções intelectuais (250 produções a mais do que em 2016), sendo 231 de natureza bibliográfica, 360 de natureza técnica e apenas uma (01) produção artística.
 
Dentre as produções bibliográficas, em 2017, foram publicados 38 artigos em periódicos de circulação nacional e internacional. Os livros e capítulos de livros totalizaram 40 produções, das quais 04 livros autorais (obras únicas), 07 coletâneas organizadas por docentes do programa e 29 capítulos. Dentre as obras únicas, 03 são de autoria de docentes do programa e 01 de discente. Os trabalhos publicados em Anais somaram 129 produções e, além dessas produções bibliográficas, cabe registrar 13 artigos publicados em jornais ou revistas, 10 produções bibliográficas de outro tipo e uma tradução. Dentre os temas mais abordados, registram-se as questões ligadas à produção do espaço urbano e metropolitano em suas várias dimensões, à apreensão da cidade e o direito à cidade. Outros temas que se destacam são os ligados às várias dimensões e problemas da preservação, do restauro e da conservação do patrimônio arquitetônico, urbano e paisagístico, à história da cidade e do urbanismo, às tecnologias digitais aplicadas à documentação arquitetônica, à arquitetura e ao urbanismo modernos e à arquitetura hospitalar.
 
A produção intelectual de natureza técnica foi igualmente significativa em 2017, registrando-se, como jácitado, um total de 360 produções. A maior parte desta produção diz respeito aos trabalhos apresentados em eventos científicos de âmbito internacional, nacional e regional, que somaram, em 2017, 195. Em seguida registram-se 62 serviços técnicos realizados, 57 outras participações de natureza variada em eventos cientificos (poster, mesas redondas, oficinas etc), disciplinas, encontros, palestras etc; 28 registros relativos à participação na organização de eventos; 11 participações em programas de rádio e TV, 03 registros de editoria, 03 cursos de curta duração e um trabalho de produção de material didático e instruciconal. 
 
Em 2017, foram defendidas 12 teses de doutorado e 17 dissertações de mestrado, o que corresponde a um total de 29 trabalhos finais concluídos. O tempo de médio de conclusão desses trabalhos ficou dentro dos parâmetros aceitos pela CAPES. O programa contou neste ano com um total de 159 discentes matriculados nos cursos de doutorado e mestrado acadêmico, sendo que desses 18 ingressaram no doutorado, em 2017, e 25 no curso de mestrado acadêmico. O curso de doutorado contou, neste ano, com a presença de 05 estudantes estrangeiros, provenientes da Itália (02), da Costa Rica (01), da Colômbia (01) e da Argentina (01); e o curso de metrado com 07 estrangeiros provenientes da Itália (02), de Portugal (01), de Belarus (01), da Nicarágua (01) e do Peru (02). Além desses 12 estudantes regularmente matriculados, o programa contou, ainda, com uma estudante de doutorado proveniente da Alemanha em convênio de cotutela.
 
Pelo seu caráter bianual, em 2017, o Mestrado Profissional (MP-CECRE) não foi ofertado, contando, portanto, ainda com os 20estudantes que ingressaram em 2016. Desses, 03 são estrangeiros e provenientes, respectivamente, da Bolívia, Colômbia e Cuba. Já a Residência AU+E contabilizou neste ano o ingresso de 30 estudantes brasileiros, sendo que 06 provenientes de nucleações com a Universidade de Brasília, Universidade Federal de Pelotas e Universidade Federal do Ceará. 
 
Considerando-se então todos os cursos regulares do PPG-AU/UFBA, em 2017, foi mantida a expressividade histórica da presença de estrangeiros, com um total de 16 estudantes provenientes de outros países.
 
Em 2017, o PPG-AU/UFBA recepcionou 04 bolsistas para estágios de pós-doutorado, 02 deles apoiados pelo Programa Nacional de Pós-Doutorado da Capes e 02 pelo projeto de pesquisa “Regeneração de vazios construídos em áreas urbanas centrais. Uma tecnologia social aplicada ao caso de Salvador, Bahia”, que conta com financiamento do Programa Pesquisador Visitante Especial - PPVE’s da CAPES. Três desses pesquisadores iniciaram seus estágios em 2016: Janaína Bechler, sob supervisão da Profa. Dra. Paola Berenstein Jacques, vinculada ao Projeto Arquivo Laboratório Urbano; Elisamara Oliveira Emiliano, sob supervisão da Profa. Dra Ângela Maria Gordilho-Souza, em projeto articulado à Residência AU+E; e Richard William Campos Alexandre, sob supervisão da Profa. Dra. Ana Maria Fernandes, no projeto de pesquisa acima mencionado. O pesquisador ShantiNityaMarengo iniciou o estágio de pós-doutorado em 2017 neste mesmo projeto, igualmente sob supervisão da Profa. Dra Ana Maria Fernandes e da pesquisadora visitante Olívia Fernandes de Oliveira, cuja participação também é financiada pelo Programa Pesquisador Visitante Especial - PPVE da CAPES.
 
Por fim, cabe ressaltar nesta contextualização do desempenho do PPA-AU/UFBA os prêmios de melhor tese conferidos pela ANPUR e pela Capes, em 2017, respectivamente, a Gabriela Leandro Pereira pela tese "Corpo, Discurso e Território: a cidade em disputa nas dobras da narrativa de Carolina Maria de Jesus", e a Adriana Nogueira Vieira Lima, pela tese "Do direito autoconstruído ao direito à cidade: Porosidades, conflitos e insurgências em Saramandaia". Além desses prêmios, cabe registrar a indicação no âmbito do prêmio da ANPUR como uma das oito melhores dissertações do Brasil, o trabalho de Rose Laila de Jesus Bouças, intitulado "No olho da rua: trabalho e vida na apropriação do espaço público em Salvador".