Perfil do Corpo Docente

ORIENTANDOS DE MESTRADO E DOUTORADO POR PROFESSOR PERMANENTE

ORIENTANDOS DE MESTRADO E DOUTORADO POR PROFESSOR COLABORADOR

PERFIL DO CORPO DOCENTE

Todos os professores permanentes e colaboradores do PPG-AU/UFBA são doutores, de proveniência variada e sólida formação. O reconhecimento da sua qualidade acadêmica pode ser medida também pelo expressivo número de docentes permanentes contemplados com bolsas de Produtividade em Pesquisa do CNPq, conforme a seguinte distribuição, considerando-se o quadro atual:

Bolsista PQ CNPq – Nível SR: Mário Mendonça de Oliveira

Bolsista PQ CNPq – Nível 1A: Ana Maria Fernandes

Bolsista PQ CNPq – Nível 1A: Paola Berenstein Jacques

Bolsista PQ CNPq – Nível 1A: Pasqualino Romano Magnavita

Bolsista PQ CNPq – Nível 1B: Ângelo Szaniecki Perret Serpa

Bolsista PQ CNPq – Nível 1C: Ângela Maria Gordilho Souza.

Bolsista PQ CNPq – Nível 2: Antônio Pedro Alves de Carvalho

Bolsista PQ CNPq – Nível 2: Arivaldo Leão de Amorim

Bolsista PQ CNPq – Nível 2: Gilberto Corso Pereira

Um outro indicador importante da competência profissional e acadêmica do quadro docente do PPG-AU/UFBA, é a presença expressiva de seus membros em Corpos Editoriais de periódicos internacionais e de alcance nacional, e em Comitês de Assessoramento de agências de fomento. Considerando-se somente o quadro docente permanente e excetuando-se os veículos ligados diretamente ao programa, são dez os professores que fazem parte de Corpos Editoriais de periódicos nacionais e internacionais, cabendo destacar entre os últimos: Géographie et Cultures, Brésil(s), Confins (Prof. Dr Ângelo Serpa); Arquisur Revista (Profs. Luiz Antônio cardoso, Naia Alban Suarez, Rodrigo Baeta e Paola Berenstein Jacques); International Journal of Architectural Heritage e Conservar Património (Prof. Mário Mendonça de Oliveira); America Patrimonio (Prof. Nivaldo Andrade Júnior); Tracce Urbane/Urban Traces, Ambiances - International Journal of sensory environment, architecture and urban space (Prof. Paola Berenstein Jacques); EURE (Prof. Rodrigo Espinha Baeta).

A produção intelectual do corpo docente permanente, no último quadriênio em foco, manteve-se muito expressiva, confirmando as séries históricas. Considerando-se os artigos publicados em períodicos (78), livros autorais (15), organização de livros (20), capítulos de livros (108), textos publicados em jornais e revistas (38) e trabalhos publicados em anais (76), foram contabilizadas 335 produções entre 2013 em 2016, numa média de mais de 80 produções dessas naturezas por ano. Essa robusta produção intelectual abordou temas variados e relacionados às Áreas de Concentração do programa – Urbanismo e Conservação e Restauro. Dentre os temas mais abordados, cabe ressaltar a vasta produção em torno de questões ligadas ao espaço urbano e metropolitano em suas várias dimensões, à apreensão da cidade e à relação corpo-cidade, aos estudos regionais e territoriais, à produção do espaço urbano e aos processos de segregação e gentrificação e, por fim, aos estudos vinculados ao direito à cidade, à melhoria do habitat e aos bairros populares e assentamentos informais. Outros temas com significativa produção são os ligados às várias dimensões e problemas da preservação do patrimônio, à história da cidade e do urbanismo, às tecnologias digitais aplicadas à documentação arquitetônica, à arquitetura e ao urbanismo modernos e à arquitetura hospitalar. Cabe também ressaltar os temas que despontaram no quadriênio e que desencadearam uma produção intelectual específica e articulada a dinâmicas sociais e urbanas atuais, como os que exploraram a relação entre tecnologias digitais, redes sociais, leitura e apropriação do espaço urbano; entre movimentos sociais contemporâneos e o ativismo urbano, e, por fim, os impactos de mega eventos sobre as cidades. No quadriênio em exame, o PPG-AU/UFBA editou ainda o número 9 (vol XI) e o número especial 11 do Caderno do PPGAU/FAUFBA (ISSN: 1679-6861), dedicado às interfaces entre a arquitetura religiosa e a construção da paisagem urbana nas colônias lusitanas, e chancelou a edição de diversos livros.

O corpo docente permanente do PPG-AU/UFBA também apresentou no quadriênio em foco uma significativa produção em termos de pesquisa, com atuação em 75 projetos dessa natureza. Dentre eles, 14 foram iniciados em 2016 e 20 foram concluídos no período. Atuaram como coordenadores desses projetos 19 professores permanentes e os demais como integrantes. Os projetos de pesquisa desenvolvidos entre 2013 e 2016 envolveram mais de uma centena de estudantes da graduação em diversos períodos; 85 mestrandos; 67 doutorandos e 04 estudantes de cursos de especialização. Os temas dessas pesquisas guardam estreita relação com os da produção bibliográfica, que, em grande parte, é decorrente deles. Embora os projetos de extensão não sejam ainda tão numerosos quanto os de pesquisa, cabe assinalar o seu crescimento no presente quadriênio. Apenas considerando o quadro docente permanente, 24 projetos de extensão foram realizados, sendo 03 iniciados em 2016 e 06 concluídos no período. Atuaram como coordenadores desses projetos 11 professores permanentes e 06 como integrantes. Dentre os projetos dessa natureza, cabe ressaltar os planos para bairros populares e os seminários que são realizados regularmente em torno de questões de interesse público, como a Plataforma e os Seminários Corpocidade (bianual) e os Seminários urbBA (anual).

Além das Áreas de Concentração e Linhas de Pesquisa que estruturam o programa, 13 Grupos de Pesquisa cadastrados pelo Diretório de Grupos de Pesquisas do Brasil/CNPq estiveram ativos ao longo do quadriênio 2013-2016. O PPG-AU/UFBA está ainda integrado a diversas redes nacionais e internacionais de pesquisa, além projetos e programas de cooperação interinstitucional, entre os quais cabe destacar, no quadriênio, as redes InfoHab, Observatório das Metrópoles, Observatório da Copa 2014 e, no âmbito internacional, o Réseau International Ambiences, o Réseau LIEU, o Programa Attilio – que congrega diversas instituições profissionais e de ensino brasileiras e francesas –, e a Rede PHI – Patrimônio Histórico-Cultural Iberoamericano, sediada na Universidad Politecnica de Madrid (para mais detalhes, ver Intercâmbios Nacionais e Internacionais). No quadriênio em exame, o PPG-AU/UFBA contou ainda, em suas atividades didáticas, com a participação de 12 professores visitantes estrangeiros, todos envolvidos em disciplinas e/ou outras atividades didáticas do programa.

O PPG-AU/UFBA se notabilizou historicamente por uma produção bibliográfica, docente, de grande importância, com diversas obras premiadas ao longo de sua história, entre livros, dissertações e teses. Dentre a produção premiada associada a docentes do programa, cabe destacar: o 1° lugar no Prêmio da Associação Nacional de Pesquisa e pós-Graduação em Palnejamento Urbano e Reigonal - ANPUR, edição 2001, na Categoria Livro Individual, conferido à obra Formas Urbanas: Cidade-Real & Cidade-Ideal, de autoria do Prof. Antônio Heliodório Sampaio; o Prêmio da Bienal Panamericana de Quito, conferido, em 2010, ao livro As Fortificações Portuguesas de Salvador quando cabeça do Brasil, de autoria do Prof. Mário Mendonça de Oliveira; e o Prêmio da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo – ANPARQ, edição 2012, conferido ao livro O Barroco, a arquitetura e a cidade nos séculos XVII e XVIII, de autoria do Prof. Rodrigo Espinha Baeta.

 

A atuação profissional e técnica de vários membros do corpo docente do programa tem sido, da mesma forma, historicamente reconhecida por meio de importantes prêmios conferidos por instituições nacionais e estrangeiras. Dentre os prêmios internacionais, ressalta-se o 1° lugar na VI Bienal Ibero-Americana de Arquitetura e Urbanismo de 2008, realizada em Lisboa, conferido à Profa. Naia Alban Suarez. No que toca às premiações nacionais recebidas, o Prof. Pasqualino Romano Magnavita foi agraciado como o Colar de Ouro - homenagem maior do Conselho Superior do Instituto de Arquitetos do Brasil – IAB, em 2000, e, nesse mesmo ano, com a Placa de Ouro e Diploma de Mérito, em reconhecimento aos relevantes serviços prestados no exercício profissional, pelo sistema CONFEA/CREA. Em 2001, obteve também, como membro da equipe vencedora, o 1º Lugar no Concurso Nacional Requalificação da Praça Cayrú, em Salvador – BA, promovido pela Prefeitura Municipal de Salvador. Ainda no que toca a prêmios nacionais cabe destacar também o 1° lugar na categoria profissional, do Prêmio CAIXA/IAB 2001 - Concurso Público Nacional: Soluções para Urbanização e Habitação de Baixo Custo no Brasil, conferido à Profa. Ângela Maria Gordilho Souza. Dando continuidade a essa trajetória vitoriosa em termos de premiação dos seus quadros, em 2016, o Prêmio Arquiteto Diógenes Rebouças, do Instituto dos Arquitetos do Brasil, seção Bahia, IAB-BA, foi conferido ao Prof. Mário Mendonça de Oliveira pela sua trajetória profissional e contribuição significativa para o campo da arquitetura e do urbanismo.

A participação de professores do PPG-AU/UFBA em importantes cargos públicos, em associações científicas, profissionais e em conselhos tem sido uma constante nessa trajetória. O quadro docente do PPG-AU também é frequentemente convidado a assessorar o Ministério Público, a Defensoria Pública, a Assembleia Legislativa do Estado da Bahia e Câmaras Municipais em questões de interesse público (ver itens Indicadores de Integração e Visibilidade).

Nos últimos 30 anos, o PPG-AU/UFBA construiu importantes canais de difusão do conhecimento, destacando-se, nesse conjunto, a Revista de Urbanismo e Arquitetura - RUA; os Cadernos do PPG-AU e a Coleção PPG-AU Livros. O site do programa difunde ainda a produção de teses e dissertações, dando também acesso on line à produção intelectual e técnica do corpo docente. Em 2007, o programa participou da Escola de Altos Estudos – CAPES (Edital CAPES 02/2006), em consórcio com os programas de pós-graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PROURB e PROARQ) e da Universidade de São Paulo (FAU/USP). A associação entre esses programas representou uma oportunidade de consolidação de trocas interinstitucionais, e contribuiu grandemente para o avanço da reflexão teórica e metodológica sobre o campo disciplinar da Arquitetura e Urbanismo. Como resultado, destaca-se o ciclo de palestras organizado pelos programas envolvidos, que contou com a presença do Prof. Dr. Jean-Louis Cohen, Doutor em História da Arte e Professor de História da Arquitetura do Institute of Fine Arts da New York University.

Os projetos de pesquisa e extensão desenvolvidos no âmbito do programa mantêm, historicamente, vínculos com demandas da sociedade e com a formação de pesquisadores e profissionais da área de Arquitetura e Urbanismo. Podem ser citado como projeto que expressa esses vínculos, o Projeto Rede de Avaliação e Implementação dos Planos Diretores Participativos – Subprojeto Bahia, coordenador pela Profa. Ana Fernandes, entre 2008 e 2010, que analisou 47 planos diretores de cidades baianas pós-Estatuto das Cidades.

Em articulação e colaboração com outras instituições de ensino e redes de pesquisa do Brasil e do exterior, diversos projetos de pesquisa têm também sido desenvolvidos. Além disso, docentes do quadro permanente e colaborador do PPG-AU/UFBA têm participado como professores convidados ou visitantes de instituições de ensino e pesquisa estrangeiras, assim como o número de discentes estrangeiros formados pelo programa é historicamente significativo, especialmente no que toca aos estudantes oriundos de países latino-americanos. Nos últimos 33 anos, o conjunto dos cursos do programa formou, entre especialistas, mestres e doutores, 93 profissionais estrangeiros.

A inserção internacional do PPG-AU/UFBA tem sido ainda expressiva no que diz respeito à cooperação com instituições de ensino europeias e latino-americanas, com as quais vários projetos já foram desenvolvidos. Docentes do programa têm atuado frequentemente como coordenadores de comitê binacionais – como o do Programa Attilio, criado em 2009 para implementar trocas acadêmicas entre a França e o Brasil – e em projetos internacionais – como L’aseptisation des ambiences pietonenes au XXI siècle, desenvolvido entre 2009 e 2011 em cooperação com equipes de pesquisadores de Grenoble, França, e de Montreal, Canadá. Essa inserção internacional pode ainda ser aferida pelos postos em conselhos e grupos de pesquisa de instituições estrangeiras ocupados por docentes do programa e pela participação de professores e estudantes em estágios de doutorado-sanduíche e pós-doutorado em instituições internacionais.

A qualidade do trabalho desenvolvido no PPG-AU/UFBA tem contribuído para a seleção de vários projetos propostos pelo seu quadro docente em editais de fomento locais, nacionais e em rede. Exemplos nesse sentido são os projetos “Territórios Urbanos e Políticas Culturais” – realizado entre 2004 e 2007 em parceria com o IPPUR e PROURB/UFRJ e o Centre National de Recherche Scientifique - CNRS, Université de Paris e Université de Bordeaux – e “Patrimônio e Metrópole Contemporânea” – realizado entre 2013 e 2016 em parceira com o Institut d’Urbanisme de Paris (atual École d’Urbanisme de Paris), Université de Paris-Est – financiados pelo Programa CAPES/COFECUB. Projetos como esses têm viabilizando bolsas de doutorado-sanduíche e pós-doutorado no exterior, de iniciação científica, de extensão e de apoio técnico, bem como o custeio de pesquisas, equipamentos e materiais para reciclagem dos núcleos, grupos de pesquisa e laboratórios pleiteantes.

O programa tem ainda buscado atrair colaboradores e visitantes, tanto brasileiros quanto estrangeiros, com perfil profissional variado, tendo em vista a permanente melhoria da qualidade da sua produção docente e discente, a exemplo da longa e profícua colaboração de pesquisadores como Henry-Pierre Jeudy com o programa. Some-se a isso a criação de espaços de debate e de difusão do conhecimento, pois o PPG-AU/UFBA abrigou e deu forma inicial a eventos que adquiriram importância nacional e internacional, como os Seminários sobre História da Cidade e do Urbanismo, os encontros do DOCOMOMO, os Seminários ARQ.DOC e os Congressos ArquiMemória. Mais recentemente, cabe mencionar os Seminários Urbicentros, Corpocidade e UrbBA como novos espaços que já se tornaram importantes catalizadores de profissionais, pesquisadores e docentes do Brasil, do Nordeste e da Bahia.